Um bálsamo o coro
da passarada a chilrear.
A manhã impõe-se
sobre o relevo esbranquiçado
Abrindo com ferro e
fogo incandescente
As cortinas que
cobrem o mundo de cinza.
Descerrando-se no
horizonte sobre mundos
Que principiam
úmidos e orvalhados
O sol triunfa com
um pouso leve.
Mas o cinza, o
cinza insistente e frio
Encerra-se com a
solidão a portas fechadas.
E vence a escuridão,
onipresente, onipotente e onisciente,
de eternas noites que
se arrastam geladas.
O sol irrompe e
retinta outra aurora
E esta agora, brancas mãos e dedos aflitos
de mais um mundo, um
novo ventre que
não o de ontem,
sangue, tinta e o grito.
O movimento circular,
o tempo, o medo.
Da boca ávida o
gole longo, a vida breve.
O viajante
extenuado.
Mais uma aurora
irradia indescritível espetáculo,
Outra e mais outra
e tantas outras auroras
e tantos outros sóis insistirão.
Mas, as pesadas
cortinas estarão lá, sempre.
A escuridão, onipresente, onipotente e onisciente.
Luciana de Castro
Magalhães.
Go.28/06/2012.

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