Powered By Blogger

domingo, 11 de setembro de 2011

Cores incolores e dores


Ideia fugidia
Fugaz
Palavras frias
Perdi ainda há pouco
Uma poesia.
A memória, seca
Já não retém os nomes
Acordes, rimas e métricas
Fugas, palavra fugaz.
Cores acinzentadas
Palavras luzidias
De opaca luz
Brilho cinza.
Cinza é uma cor?
Seria cinza a minha dor?
Raios quentes e penetrantes
Limpando a memória cinza.
Cinzas jogadas ao vento
e a memória limpa
dos versos e prosas,
dos anos.
Sabia a borboleta
do sol que atravessou
da janela as frestas
para aquecer a velhice sombria?
A vida e as cartas amarelas.
Ou seriam cinza? Memória?
Os poemas perdidos, pálidos e cinzas
São des-engraçados
Da terra infértil teriam brotado
Vazios e sem história.
Seguirão tremulando ao léu
Cortando o vento como as aves.
Registrando um tempo amassado. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário