Queria que a palavra se tornasse desnecessária
que fossem inúteis os acessórios
que as palavras fossem acessórias
que palavras e acessórios fossem apenas horas vazias.
Que nesse mundo cão e sem luz, a
lua
não fizesse apenas uma visita
mas fosse a luz de
uma noite eterna.
E as noites eternas não fossem
indesejadas,
mas tão sonhadas quanto mais iluminadas fossem.
Que corujas cinzas não bicassem suas próprias penas,
Mas que trouxessem em seu pio presságios maviosos
E navios de mundos longínquos aqui aportassem
com águas e sais que perfumassem dores e amores.
Que o som do universo se resumisse ao pio do graúna,
e acessórias fossem a luz e a noite quando, encantadas,
encerrassem a vida que me consome em dor escura.
Penso e sinto que Quando o escuro proporciona a calma,
sem dor e sem visitas indesejadas, sem aplausos,
sem acessórios e sem luz, todas as portas se fecham.
Queria que o chão abrisse em escuro, sem palavras
sem acessórios, sem necessidades.
Sem o relógio tão esperado, sem TV de plasma,
sem escapulário de ouro e esteira eletrônica.
Queria que o coração se fechasse e nunca pedisse visitas
que as lágrimas se secassem sem dor sobre a face.
Queria, enfim a sua paz, a sua calma.
Seu manto sagrado a me acolher e me elevar.
Um vento suave de se poder sentir
atrás de seus passos.
Não quero aplausos, não quero
assombros, a dor irá passar, eu sei.
Imagino que seu manto seja quente.
Estou cansada!!!!!


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