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domingo, 24 de junho de 2012

Palavras e Acessórios


Queria que a palavra se tornasse desnecessária

que fossem inúteis os acessórios

que as palavras fossem acessórias

que palavras e acessórios fossem apenas horas vazias.

Que nesse mundo cão e sem luz,  a lua

não fizesse apenas uma visita

mas  fosse a  luz de  uma noite eterna.

E as  noites eternas não fossem indesejadas,

mas tão sonhadas quanto mais iluminadas fossem.

Que corujas cinzas não bicassem suas próprias penas,

Mas que trouxessem em seu pio presságios maviosos

E navios de mundos longínquos aqui aportassem

com águas e sais que perfumassem dores e amores.

Que o som do universo se resumisse ao pio do graúna,

e acessórias fossem a luz e a noite quando, encantadas,

encerrassem a vida que me consome em dor escura.

Penso e sinto que Quando o escuro proporciona a calma,

sem dor e sem visitas indesejadas, sem aplausos,

sem acessórios e sem luz, todas as portas se fecham.

Queria que o chão abrisse em escuro, sem palavras

sem acessórios, sem necessidades.

Sem o relógio tão esperado, sem TV de plasma,

sem escapulário de ouro e esteira eletrônica.

Queria que o coração se fechasse e nunca pedisse visitas

que as lágrimas se secassem sem dor sobre a face.

Queria, enfim a sua paz, a sua calma.

Seu manto sagrado a me acolher e me elevar.

Um vento suave de se  poder sentir atrás de seus passos.

Não quero  aplausos, não quero assombros, a dor irá passar, eu sei.

Imagino que seu manto seja  quente. Estou cansada!!!!!

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